2. numa visão superficial, o filme é uma cópia do Cidade de Deus e de seriados americanos (a cena do treinamento do BOPE é típico de filmes americanos) e você pode ter certeza que depois do sucesso do Cidade de Deus e do Tropa de Elite vão surgir muitos outros nessa mesma linha.
3. a miséria e a violência se transformaram em produto de consumo. A miséria vira livro, vira DVD, dá dinheiro no cinema e pros camelôs. Com certeza logo surge a Rede Globo pra fazer um seriado sobre o filme.Ok, se faz um filme pra fotografar uma realidade, se discute problemas brasileiros. Mas miséria e violência virou produto pra se assistir em casa. Só falta sair o game. Mas, é claro, muito melhor um produto de consumo com conteúdo do que um filme da Xuxa.
4. o que aconteceu com esse filme vai quebrar a cara de muita gente que é contra a pirataria. Muitos idiotas que acham pirataria ruim, vão ver que mesmo o filme pirateado vai levar milhões de pessoas ao cinema.O produto que é bom é pouco prejudicado, o produto que é bom só ganha mais força quando é divulgado, mesmo que seja de uma forma ilegal.
5. o personagem principal, o Capitão Nascimento, vai se transformar na internet numa espécie de Chuck Norris brasileiro.
6. Mas não perca o foco do filme, esse filme não é pra dizer que policial tem que ser o Chuck Norris. Não seja fascista achando que o policial deve ser assim.
O filme é perfeito em mostrar a hipocrisia daqueles que muitas vezes se dizem pela paz, mas contribuem com a violência. Tem cenas clássicas como a da passeata pela paz, como a cena na escola que todo mundo fala mal da polícia em senso comum sem saber do que é o real.
Mas não seja fascista. O filme não foi feito pra dizer que a polícia tem que chegar matando todo mundo. O filme foi feito pra mostrar como surge o policial corrupto e como surge o policial violento. E quais as consequências e a angústia na vida do corrupto e do violento.


